Primeira avaliação de fisioterapia veterinária: o que esperar
Vai começar a fisioterapia do seu pet? Veja como é a primeira avaliação em casa, o que separar antes da visita, como se define o número de sessões e o que o responsável faz entre elas.

Pontos-chave
- A primeira avaliação dura cerca de 60 minutos: histórico, exame ortopédico e neurológico, postura, marcha e objetivos.
- Separe exames, relatório do veterinário, liberação do cirurgião, a lista de remédios e todos os diagnósticos do pet.
- As medidas da primeira visita são repetidas nas reavaliações, e o número de sessões é ajustado conforme a evolução.
- Entre as sessões, o responsável faz os exercícios combinados, adapta a casa e registra a evolução.
- Se o pet toma anti-inflamatório e vomitar, tiver fezes escuras ou parar de comer, avise o veterinário no mesmo dia.
Marcou a primeira avaliação de fisioterapia do seu cão ou gato e não sabe bem o que vai acontecer? É normal. Muitos responsáveis imaginam que o profissional chega e já começa os exercícios. Na verdade, a primeira visita é, antes de tudo, uma boa conversa e um exame cuidadoso.
É nesse encontro que nasce o plano de tratamento. Por isso, vale se preparar. Veja o que acontece, o que separar antes e qual é o seu papel daqui para a frente.
Para que serve a primeira avaliação
A fisioterapia não segue receita pronta. Dois cães com o mesmo diagnóstico podem precisar de planos bem diferentes, conforme a idade, a fase da doença, o temperamento e a rotina da casa.
A avaliação serve para:
- Entender a história do pet e o diagnóstico feito pelo médico veterinário.
- Registrar o ponto de partida: dor, força, movimento das articulações e jeito de andar.
- Verificar se há contraindicações para alguma técnica.
- Combinar com o responsável objetivos realistas.
Como é a primeira avaliação em casa
A primeira avaliação dura cerca de 60 minutos e costuma seguir estas etapas. Em gatos, ela pode ser feita aos poucos, com pausas e no ritmo dele, e às vezes continua na visita seguinte.
1. Conversa sobre o histórico
Perguntamos sobre o problema atual e quando ele começou, cirurgias, doenças anteriores, remédios em uso, exames, alimentação, rotina e comportamento. Também queremos saber o que o pet fazia antes e o que deixou de fazer.
2. Observação da postura e da marcha
Observamos como o pet fica parado, como se levanta, senta, deita e anda no piso da própria casa. Quando é seguro, vemos também como ele sobe um degrau ou faz uma curva. Em casa, muitos animais ficam mais à vontade do que em um consultório, o que ajuda a ver como eles se movem no dia a dia.
3. Exame físico
Com calma e respeitando os limites do animal, fazemos o exame ortopédico e o neurológico, com testes específicos conforme o caso, e avaliamos a musculatura, o movimento das articulações e as regiões doloridas. Também registramos medidas que serão repetidas nas reavaliações para comparar a evolução, como o peso e a condição corporal, o quanto cada articulação dobra e estica, a medida dos músculos da coxa e um vídeo da marcha.
A dor é avaliada pelo exame, pelo comportamento do animal e por escalas de dor validadas. Na dor crônica, o que você observa em casa conta muito: você pode ser convidado a responder um questionário sobre o dia a dia do pet.
4. Objetivos do tratamento
Com tudo isso em mãos, definimos juntos objetivos claros, como voltar a apoiar a pata, levantar sozinho, subir no sofá pela rampa ou passear com mais conforto. Objetivos concretos ajudam a acompanhar a evolução.
5. Plano e primeiras orientações
Explicamos quais técnicas fazem sentido para o caso e por quê. Quando é possível e seguro, a primeira técnica já pode ser aplicada no mesmo dia. O responsável também recebe as primeiras orientações para casa.
Em algumas situações, como febre, infecção ativa, animal muito abatido, sem comer ou com vômitos, pós-operatório sem liberação do cirurgião, dor ou manqueira ainda sem diagnóstico que vêm piorando, perda de peso sem explicação ou caroço novo, é preciso passar antes por avaliação e exames na clínica. Nesses casos, orientamos o próximo passo.
O que preparar antes da visita
- Exames: radiografias, tomografia, ressonância e exames de sangue, com os laudos.
- Relatório ou encaminhamento do veterinário que acompanha o caso, com o diagnóstico. Em problemas neurológicos, ele é necessário antes de começar.
- Relatório da cirurgia, se houve, e a liberação do cirurgião para a fisioterapia.
- Lista de remédios em uso, com nome, dose e horários, inclusive os de uso contínuo.
- Todos os diagnósticos, mesmo os que parecem não ter relação, como doença do coração ou dos rins, diabetes, problemas de tireoide ou outras doenças hormonais, pressão alta, epilepsia, câncer ou marca-passo. Conte também se há gestação ou cruza recente e placas, pinos ou próteses de metal. Isso pode contraindicar algumas técnicas ou mudar a intensidade dos exercícios. Em pets com diabetes, informe os horários da insulina e das refeições.
- Vídeos curtos do pet andando, levantando ou subindo em algum lugar, principalmente se o problema aparece só em certos momentos.
- Um espaço livre, onde o pet consiga dar alguns passos, de preferência com piso que não escorregue ou coberto por um tapete.
- Petiscos favoritos, se o veterinário permitir. Eles deixam a sessão mais leve.
- Tempo para acompanhar: sua presença deixa o pet mais tranquilo, e você participa das decisões.
Para gatos, uma dica prática: antes da visita, deixe o gato em um cômodo tranquilo que ele conhece, onde não consiga se esconder em lugares difíceis de alcançar, como embaixo da cama. Faça isso com calma, um pouco antes da visita, sem correr atrás dele, e deixe no cômodo água, a caixa de areia e um cantinho confortável. Veja mais sobre fisioterapia para gatos em casa.
Como se define o número de sessões
Essa é uma das perguntas mais comuns, e a resposta honesta é: depende. O número de sessões e o intervalo entre elas variam conforme:
- O diagnóstico e a gravidade do problema.
- A fase do tratamento, como um pós-operatório recente ou uma doença crônica.
- A idade e a saúde geral do pet.
- A resposta do animal às primeiras sessões.
- Os objetivos combinados e a rotina da família.
Depois da avaliação, você recebe uma estimativa inicial. Ao longo do tratamento, fazemos reavaliações, repetindo as medidas da primeira visita, para comparar a evolução e ajustar o plano. O plano avança por etapas: o pet passa para exercícios mais difíceis quando cumpre as metas da fase anterior, como apoiar bem a pata ou fazer o exercício sem dor, e não só porque passou um certo número de semanas. Na recuperação de uma cirurgia, por exemplo, o objetivo costuma ser recuperar a função e então encerrar o tratamento. Em doenças crônicas, como a artrose, pode haver uma fase mais intensa e depois uma fase de manutenção, com sessões mais espaçadas.
Não existe um número fixo que sirva para todos. Cada animal tem o seu ritmo.
O papel do responsável entre as sessões
O tratamento não acontece só durante a visita. O que o responsável faz no dia a dia pesa muito no resultado:
- Exercícios de casa: fazer os exercícios ensinados, do jeito e na frequência combinados. Mais não é melhor: exagerar pode piorar a dor.
- Adaptações: tapetes, rampas e barreiras, conforme orientado.
- Limites: respeitar o repouso ou as restrições de atividade indicadas pelo veterinário, principalmente no pós-operatório.
- Remédios: manter a medicação como o veterinário prescreveu, sem mudar doses nem suspender por conta própria. Se o pet toma anti-inflamatório e tiver vômito, diarreia, fezes escuras, perda de apetite ou passar a beber muito mais água, avise o veterinário no mesmo dia. Se um gato que toma anti-inflamatório recusar a comida, não dê a dose e peça orientação ao veterinário.
- Registro: anotar como foi cada dia e gravar vídeos. Isso ajuda muito nas reavaliações.
- Comunicação: avisar se notar piora, dor nova ou qualquer mudança.
Um alerta importante: não dê remédios de uso humano ao seu pet. Ibuprofeno, naproxeno e paracetamol podem causar lesões graves em cães. Em gatos, o perigo é ainda maior: mesmo uma pequena quantidade de paracetamol pode matar. Para gatos, qualquer remédio, inclusive antipulgas, só com orientação do veterinário. Se o pet engolir algum remédio, procure o veterinário na hora, mesmo que pareça bem, e leve a embalagem.
Quando procurar o veterinário com urgência
A fisioterapia domiciliar não é atendimento de emergência. Procure o médico veterinário imediatamente, sem esperar a avaliação ou a próxima sessão, se o seu pet:
- Perder de repente a capacidade de andar, arrastar as patas ou não conseguir ficar de pé.
- Deixar de apoiar uma pata de uma hora para outra ou gritar de dor.
- Perder de repente o controle do xixi ou das fezes, fizer força para urinar sem sair nada, ou passar muitas horas sem fazer xixi (às vezes só pingando).
- Apresentar inchaço, secreção, pontos abertos ou mau cheiro no local de uma cirurgia.
- Tiver dificuldade para respirar. Em gatos, respirar com a boca aberta já é sinal de alerta.
- Tiver convulsão, desmaiar ou ficar fraco de repente, com a gengiva muito pálida.
- Em gatos: perder de repente a força das patas de trás, com as patas frias e muita dor.
Como funciona o atendimento em casa com a Movet
A Movet atende em domicílio em São Paulo Capital e no Grande ABC, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Os atendimentos são de responsabilidade da médica veterinária Joyce Bueno Florencio (CRMV-SP 36111).
- Avaliação completa no ambiente do pet, com cerca de 60 minutos.
- Plano alinhado com o veterinário que acompanha o caso.
- Equipamentos portáteis levados até a sua casa.
- Reavaliações ao longo do tratamento, para ajustar o plano à evolução do pet.
Ainda tem dúvidas? Veja as perguntas frequentes ou acesse a página de agendamento de fisioterapia veterinária para marcar a avaliação.



